Com um recuperador de calor esta lareira consome menos lenha do que um modelo comum
Por Danilo Costa e Eliana Medina Foto: Célia Mari Weiss Ilustrações: Fabio Flaks
Divulgação
O frio de Monte Verde, MG, é propício para ficar ao pé do fogo e curtir o crepitar da lenha. Mas na sala desta casa, a lareira tinha de se destacar sem encobrir a vista. Na prancheta do arquiteto Enrico Benedetti, de São Paulo, surgiu uma versão baixa (0,80 m de altura), feita de tijolos e aço corten. Dentro do módulo de alvenaria, há uma peça de ferro fundido comprada pronta (recuperador de calor), que equivale à caixa de fogo. Ela consome menos lenha do que uma opção comum e, segundo o fornecedor, tem potência quase dez vezes maior.
Divulgação (A) Há três painéis de aço corten chumbados na alvenaria. Um deles (1) foi dobrado para cobrir a parte de cima do recuperador. Já a chapa que serve de frontão (2) traz uma abertura quadrada e um recorte estreito, que deixa ver se a lenha está acabando. O último, em L (3), fica preso na base de concreto e no piso da sala. (B) O recuperador de calor (ref. B5) vem com uma porta de vidro e aquece uma área de até 100 m². “É ecológico, pois reduz a queima de oxigênio e aproveita a lenha até o fim”, diz Susana Fornero, da Calorarte, empresa que vende essa peça. O duto de inox, comprado à parte, está dentro de um tubo de aço galvanizado pintado. (C) As paredes e a base sobre o piso mesclam tijolos maciços de barro e refratários. Elas definem a área do recuperador de calor, que deve ficar a 5 cm da alvenaria, evitando que o concreto rache. A argamassa dos tijolos leva areia e terra, pois o cimento poderia trincar com o calor. (D) O módulo de alvenaria com 0,60 m de profundidade se estende à área externa da casa, formando um nicho para lenha. Nesse trecho, fica à vista o cimento queimado com Pó Xadrez vermelho (Lanxess) que recobre os blocos de concreto rebocados.
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